Blog do Paulus: "O Potencial Transformador das Pessoas" - Parte 3

"O Potencial Transformador das Pessoas" - Parte 3

Artigo escrito por Paulus Maciel. Direitos Reservados.

No artigo anterior (Parte 2), trocamos experiências sobre conviver, aprender e ouvir pessoas dos mais diferentes perfis, principalmente os opostos.
Quando Friedrich Engels disse “Uma gama de ação vale uma tonelada de teoria” significa que sem atitude, as teorias são apenas sonhos e hoje no ramo óptico quem sonha muito acaba “dormindo no ponto”.
Muitos acreditam que o potencial transformador das pessoas só é revelado quando as atitudes individuais e coletivas são valorizadas e aplicadas no dia a dia de trabalho em prol de um time.
Ter atitude, em parte, não é algo fácil de concretizar, pois quando agimos para fazer a manutenção da nossa zona de conforto, a atitude é automática, mas quando a ação precisa gerar transformação, surge o sentimento de insegurança perante a oportunidade de mudança.
Não é a toa que os treinamentos vivenciais temáticos, que envolvem aventura e esportes “radicais” fazem tanto sucesso no mundo corporativo. Quando mencionamos esta prática de treinamento, pensamos que é algo realizado apenas por outros segmentos, mas no ramo óptico esta prática já existe em algumas empresas.
De acordo com pesquisa realizada pelo Instituto Gallup, apenas 21% das pessoas se declaram comprometidas com os resultados da empresa onde trabalham. Parte deste universo pertence às pessoas que não se consideram valorizadas no ambiente de trabalho.
Conforme conversamos no último artigo, um dos caminhos para a valorização é a integração do colaborador em relação às decisões que são tomadas na empresa, principalmente as que podem modificar sua estrutura de trabalho. Quando se adota exemplos da gestão participativa, a oportunidade de reverter a falta de comprometimento é considerável.
Percebendo melhoria no comprometimento dos colaboradores, uma ferramenta que pode contribuir para que os mesmos possam se sentir emocionalmente preparados para agir em tempos de mudança é a experiência vivencial. Daí a importância de gerar oportunidades de exercitar atitudes mesmo que de início seja em ambiente de treino.
Vou confessar que agir diante de certo medo dá o famoso “frio na barriga”. A minha primeira experiência com treinamento vivencial foi realmente marcante, pois envolvia “arvorismo” isso é transpor obstáculos no alto de árvores ao utilizar o equilíbrio do corpo.
A primeira etapa do arvorismo eu fiquei com muito medo e demorei demais para tomar atitude para transpor os obstáculos. Quando cheguei à metade do percurso me acalmei, olhei ao redor e percebi que nada podia dar errado porque eu estava num eficiente equipamento de segurança e pessoas me davam “apoio moral” para eu seguir. Não deu outra, fui até o final e levei para casa a lição de arriscar e ter atitude sempre quando se tem apoio e segurança.
Pensando no “arvorismo” a floresta é o mercado, a árvore é a empresa, a altura é a pressão do trabalho, transpor o obstáculo é a oportunidade de seguir em frente. A única forma de alguém encarar o desafio é a segurança de um equipamento chamado liderança. Portanto chegamos à conclusão que na maioria das vezes, a liderança é a responsável por plantar a semente da atitude em uma equipe, assim é responsável também pelo sucesso e pelo fracasso de uma missão.
Daí perguntamos, você quer ser o único responsável por um sucesso ou quem sabe um enorme fracasso?
Quando dividimos responsabilidades, decisões e atitudes de forma verdadeira com a equipe dividimos apenas o sucesso, já que o fracasso se torna improvável.
Na mesma pesquisa sobre comprometimento, o Instituto Gallup apontou que 18% dos colaboradores corporativos “torcem contra” o sucesso da empresa. Boa parte desses colaboradores pode estar passando por situações de conflito que não foram solucionadas de forma profissional e eficaz.
O tema de nosso próximo artigo será “Administração e Solução de Conflitos”

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