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Entendendo o Método Braille

Matéria escrita por Paulus Maciel. Direitos Reservados.

O profissional óptico em destaque no Brasil não se interessa apenas por assuntos diretamente relacionados a sua prática diária, mas também tudo que envolve o universo da visão ou porque não a falta da mesma.

Nesta matéria, vamos entrar um pouco na fascinante experiência do método Braille. Sabe-se que não utilizamos este método em nosso dia a dia, mas conhecê-lo nos enriquece de cultura, conhecimento e respeito aos utilizadores.

O método Braille foi criado na França em 1825 por um jovem cego de 16 anos de idade chamado Louis Braille. Para criar o método Braille, Louis Braille se inspirou num sistema de leitura e escrita no escuro para uso militar, criado pelo também francês Charles Barbier.

Charles Barbier, após assistir a uma apresentação de leitura e escrita de meninos cegos em Paris, ficou preocupado com a lentidão da prática, utilizada através de um método pouco eficiente adotado na época. Diante deste cenário, Barbier resolveu adaptar seu método militar de leitura e escrita no escuro, para utilização das pessoas cegas. Essa adaptação foi chamada de Sonografia.

A Sonografia começou a ser utilizada pelos jovens do Instituto Real de Cegos de Paris, onde um dos seus alunos, Louis Braille, se entusiasmou, inspirou-se em Barbier, reestruturou sua metodologia, criando assim o método Braille.

LOUIS BRAILLE
Em 1826, aos 17 anos de idade, Braille começou a ensinar aos jovens cegos álgebra, geografia e gramática através do seu próprio método. Aos 19 anos, tornou-se o principal professor do instituto.

Louis Braille lecionou até 1850. Debilitado pela tuberculose, Braille faleceu em 1852 aos 43 anos de idade, deixando um legado a ser seguido para sempre.

O método Braille utiliza seis pontos em relevo dispostos em duas colunas que possibilitam 63 combinações diferentes de posicionamento, gerando assim para cada combinação um elemento do alfabeto. Através do tato, o usuário percebe o relevo e a combinação de seus pontos, compreendendo assim o significado do texto.

Na imagem abaixo, temos uma amostra do alfabeto Braille.Clique na imagem para ampliá-la, caso necessário.


Por incrível que pareça, o cego da atualidade não encontra problemas na leitura em Braille e sim encontra dificuldade na falta de compreensão do método e seu alfabeto pelas pessoas que não são cegas, mas atendem cegos como clientes em lojas, restaurantes ou na prestação de serviços.

Existem diversas leis municipais que obrigam os estabelecimentos fornecer informações em Braille para o cliente cego, porém a maioria dessas informações estão apenas em braile, método desconhecido pelo funcionário que não pode ajudar o cliente quando a informação fornecida não está bem redigida, gerando dúvidas sobre produtos e serviços.

A Universidade de São Paulo- USP, criou um curso gratuito do método Braille via internet. O curso tem a finalidade de quebrar preconceitos e auxiliar a pessoa não cega a se relacionar com cegos conhecedores do método. Para acessar a plataforma do curso gratuito USP Braille Virtual 1.0, CLIQUE AQUI.

Muitos profissionais dos mais diversos segmentos procuram este curso para se destacar no mercado de trabalho, gerando diferencial no atendimento de qualidade. Vale a pena acessar o site do curso e conferir.

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Referência: Universidade de São Paulo - USP

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