Blog do Paulus: “O Potencial Transformador das Pessoas” – Parte 1

“O Potencial Transformador das Pessoas” – Parte 1

Ao longo das últimas décadas, a tecnologia empregada nos processos de produção deu um enorme salto em busca da qualidade. Pegando carona na modernização, os setores de atendimento hoje contam com modernos equipamentos de tomadas de medidas e recursos multimídia para atrair os olhares dos consumidores sobre seus produtos e serviços.

Atualmente, o ramo óptico não é só formado de empresas “familiares”, mas também de empresas de capital proveniente de grupos de investimentos nacionais e internacionais que “sacudiram” nosso setor com métodos administrativos e comerciais que só eram vivenciados em outros setores alheios aos de óptica.

O novo quadro de ousadia e modernidade do ramo óptico, fez com que o “fator concorrência” se tornasse ainda mais preocupante para muitos empresários que investiram ainda mais na estrutura de suas lojas, no caso do varejo e de suas produções e logísticas, no caso de laboratórios e distribuidores.

Diante dessa dinâmica, foi necessário treinar e qualificar colaboradores, para que os mesmos pudessem alcançar o máximo no desempenho de suas funções em conjunto dos equipamentos, processos logísticos e estruturais. Mesmo com tanto treinamento, o cliente ainda não encontra diferencial entre um ou outro prestador de serviço, restando apenas os fatores preço e prazo como os mais atrativos.

Em óptica e nos demais segmentos, o diferencial percebido pelo cliente é cada vez mais sensível, portanto não depende apenas de um fator isolado como estrutura de loja, mix de produto ou padronização do atendimento e sim do equilíbrio dessas e das demais estratégias de negócio.

Caminhando na onda das reflexões sobre recursos humanos, a maioria de nós ópticos, acreditamos que o diferencial está nas pessoas, mas treinar é o suficiente para atingir o objetivo tão esperado de satisfação?

Antes de qualquer treinamento, é preciso que seus colaboradores possam participar ativamente das decisões que envolvem seus respectivos setores, impactando na produtividade e na construção de um sadio ambiente de trabalho. Quando se toma uma decisão sem fazer com que o colaborador participe, pode gerar uma barreira que dificultará na aplicação prática da decisão tomada, já que o colaborador não se sente integrado a ação.

Não existe fórmula mágica para obter o envolvimento de todos, mas existem dicas interessantes que podem nos ajudar neste objetivo. A primeira delas é: Ouvir.

Reúna todas as pessoas que de forma direta serão impactadas na futura tomada de decisão para que cada uma possa dar sua opinião de forma democrática e organizada. Um modelo que pode ser utilizado para finalidade é o de pontuação:

1-    Crie um formulário simples de opinião interna sobre um assunto pré determinado e colha as opiniões de forma a princípio não anônima.
2-    Reúna as opiniões e escreva cada uma delas num caderno, sem mencionar os autores das ideias.
3-    Chame os colaboradores para um bate papo em formato de café da manhã ou da tarde.
4-    Abra o bate papo com o título da decisão a ser tomada, exponha todas as opiniões de forma anônima e peça para todos darem notas de 1 a 5 para todas as ideias.
5-    As ideias mais pontuadas serão consideradas as mais importantes e que deverão fazer papel fundamental na decisão final sobre o assunto. É importante que a exposição das ideias seja anônima, pois na hora da decisão pelo bem do grupo, a opinião de um, é a opinião de todos.

A medida que o colaborador participar mais das opiniões sobre onde trabalha, maior será o sentimento de que tudo que está a sua volta foi construído não só por um, mas por todos. A chance de rejeição da aplicação prática da decisão tomada em grupo é praticamente zero.

Ouvir e aplicar as opiniões dos seus colegas é um dos primeiros passos na busca do potencial transformador das pessoas.

Na segunda parte deste artigo vamos aprofundar ainda mais a questão.

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