Blog do Paulus: O Potencial Transformador da Pessoas - Parte 2

O Potencial Transformador da Pessoas - Parte 2

Artigo escrito por Paulus Maciel. Direitos Reservados.

No artigo anterior, trocamos experiências sobre a influência da gestão participativa nas empresas de óptica focadas em pessoas. Hoje vamos falar sobre a influência dos talentos individuais a serviço de um time.
Desde a infância, principalmente no ambiente escolar, percebemos como somos diferentes um do outro. Tenho certeza que na sua sala de aula, você tinha quatro tipos de amigos diferentes, entre eles o estudioso, o esportista, o rebelde e finalmente o “Lindão” ou a “Lindona”.
Não só na infância e adolescência, mas hoje em dia também nossa postura inicial é de rejeição a pessoa que você considera “oposta”, já que estamos condicionados ao velho ditado popular: “A primeira impressão é a que fica”.
Será mesmo que dependemos sempre de alguém “semelhante a nós” para convivermos em harmonia tanto em casa como na sociedade? Diversas teorias psicanalíticas dizem que não.
Levando em consideração esta proposta, podemos refletir ainda mais sobre o que aprendemos e o que dividimos nesta vida com as pessoas que estão ao nosso redor. Normalmente você percebe este fenômeno, principalmente quando sente aquela famosa “inveja branca” do colega de estudos ou de trabalho.
Você se considera tímido e vê o colega oposto a ti conseguindo as coisas antes, devido à persuasão aplicada, daí vem a tal da inveja branca: “Como eu queria ter a coragem do fulano para ir lá e conseguir aquilo que eu tanto quero!”. Neste momento você pode tomar dois caminhos; o primeiro: continuar admirando secretamente e rejeitando publicamente o colega; o segundo: reconhecer o talento de persuasão do colega e tentar aprender a fazer o mesmo.
Quem escolhe o primeiro caminho acaba vivendo sob influência de pessoas semelhantes que involuntariamente reforçam as igualdades e fecham as portas ao aprendizado com as diferenças, portanto não somam nada de novo em sua vida, apenas fazem a manutenção da sua “zona de conforto”.
Quem escolhe o segundo caminho quebra o preconceito em relação à pessoa oposta e aprende com o talento do outro a ser alguém tão talentoso quanto ele. Isso é fácil de fazer? A resposta é: não.
Quando falamos em equipes, podemos fazer um exercício simples que irá definir o chamado “grupo dominante”, isso é o maior número de pessoas que possuem semelhanças entre si:
1-Faça uma lista com os 10 atributos de comportamento e personalidade que podemos encontrar nas pessoas em geral.
2- Faça uma lista com os nomes de todos os colegas da equipe.
3- Escreva ao lado do nome de cada um dos colegas os atributos que você considera que eles possuem.
4-Faça uma lista das pessoas que possuam no mínimo quatro atributos iguais entre si.
5-O maior número de pessoas da equipe que possuírem as maiores semelhanças são os denominados “grupos dominantes”
O gestor da equipe deve ficar atento com a colaboração entre os colegas do “grupo dominante” e os colegas que não possuem tanta semelhança assim, pois normalmente as pessoas que não são as dominantes têm dificuldades de expressar suas opiniões, pois se sentem como uma minoria.
A gestão participativa não dá apenas direito de expressão aos não dominantes e sim cria ferramentas práticas para que todos do grupo possam exercer suas opiniões com justo equilíbrio. O resultado desse equilíbrio é tão surpreendente que é necessário colocar em prática, de acordo com um planejamento, a melhor ideia de cada membro do grupo em prol de todos ao invés da única ideia vinda de uma maioria quem nem sempre é democrática.
Aceitar as pessoas como elas são, aprender com as diferenças, quebrar preconceitos e trabalhar dedicado ao sucesso do time não são tarefas fáceis, principalmente quando o primeiro passo é o mais difícil de todos: ter atitude e começar.
Na terceira e última parte do artigo “O Potencial Transformador das Pessoas” vamos falar sobre atitude.

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